segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Guerras e Paz

 

Guerras e Paz

 

(Quer paz, prepare-se para a guerra, s.d.)

 

Se é preciso na paz preparar a guerra, como diz a sabedoria das nações, indispensável também se torna na guerra preparar a paz.

Romain Rolland

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Na paz, preparar-se para a guerra; Na guerra, preparar-se para a paz.

Sun Tzu

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Se você quiser paz, então sempre prepare-se para a guerra.

Gossip Girl

https://www.pensador.com/quer_paz_prepare_se_para_guerra/

 

Nasci durante a Segunda Guerra Mundial. Durante minha vida li e vi tudo o que podia sobre as guerras. O Repórter Esso era um programa que meu pai ouvia rotineiramente, e eu me habituei a pensar nos conflitos mundiais. Desde a inauguração do cineminha na Rua Quinze de Novembro, trabalho de nossos vizinhos na Travessa 4 de Fevereiro, eu e a Sônia Maria tivemos janela privilegiada para ver os documentários americanos sobre as guerras. Desfiles militares eram imperdíveis. Já em São Paulo fazendo cursinho subi num abrigo de ônibus na 9 de Julho para ver o desfile de 7 de Setembro. Pretendia tentar a carreira militar se os vestibulares para Engenharia falhassem. Lecionei História e até hoje vejo o que posso sobre as Guerras.

amadureci e aprendi o que significa estar em batalhas, trincheiras, ver e sentir sangue, dor, o cheiro de amigos apodrecendo. Com certeza agora sou pacifista.

Pacifista ou não valorizo nossas Forças Armadas. Poderiam ter sido grandes mas a submissão a tratados de desarmamento nuclear e outros eventos que mereceriam mais análise travaram o Brasil, que assim perdeu, paralelamente, sua indústria bélica e os subprodutos na vida civil que rendem fortunas a muitos países.

Felizmente os conflitos mundiais ganham novos parâmetros, o que até nos protege.

Mas pensando na História da Humanidade sentimos o efeito dialético de suas lutas.

A China foi um grande exemplo de todas as formas de comportamento bélico. Foi, inclusive, pasto[1] para potências imperialistas[2].  Voltou a ser uma potência, acordou. A China teve o mérito de inúmeras invenções que o mundo ocidental tardou a desenvolver.

A Eurásia foi campo de batalha que marcou nossa Civilização.

Macedônia[3], Roma[4], os Hunos e Mongóis, Vikings, o Islamismo, Guerras Religiosas, Inglaterra, Alemanha e as potências atuais são demonstração inequívoca da importância das Forças Armadas.

A Europa [5]cresceu e foi berço de muitos impérios. O desenvolvimento europeu passou por processos de destruição e substituição de nações e culturas, muitas pela simples necessidade de sobrevivência[6]. Vikings[7], Hunos[8] e Mongóis[9] afetaram decisivamente a existência desse continente. Os europeus tratavam mais da defesa contra os muçulmanos e não se prepararam para se defender dos invasores vikings[10], hunos e mongóis.

O Islamismo afetou profundamente o mundo ocidental, das cruzadas à ocupação do sul da Europa[11]. Melhor organizados militarmente eram quase imbatíveis.

Para nós, brasileiros, tudo nos afetou profundamente, dando-nos maior universalidade e compreensão do Islam.

Nossas Forças Armadas sentiram com profundidade o significado das guerras religiosas em suas missões de paz[12].

Novas gerações terão dilemas e soluções inéditas[13], quais serão?



[1] O século de humilhação (chinês tradicional: 百年國恥, chinês simplificado: 百年国耻, pinyin: bǎinián guóchǐ), também referido como os cem anos de humilhação nacional e termos semelhantes, refere-se ao período de subjugação que a China sofreu sob o imperialismo, tanto ocidental como japonês.

Século de humilhação – Wikipédia, a enciclopédia livre

 

 

[2] e portugueses, os missionários que chegaram à China no século XIX estabeleceram-se pela primeira vez em Cantão, de onde espalharão suas atividades para o resto da China. Desde o primeiro momento, tornam-se agentes da penetração colonial de seus respectivos países. Já antes da Primeira Guerra do Ópio, as informações fornecidas por missionários baseados em Cantão, conhecedores da cultura e da língua chinesa, foram de grande valor para os invasores britânicos. O Dr. Guzlaff, um dos primeiros missionários em Cantão, serviu como intérprete durante várias expedições de comércio de ópio, ajudou a organizar o movimento de inteligência pré-guerra, foi nomeado durante a guerra como chefe das forças de ocupação em Dinghai, onde impôs brutalmente o domínio britânico, serviu como intérprete no Tratado de Nanjing, sendo posteriormente recompensado com um cargo no governo de Hong Kong. Os missionários americanos foram os melhores conselheiros da delegação que estendeu a seu país os direitos obtidos pela Inglaterra após a Guerra do Ópio. Para lançar seus ataques na Segunda Guerra do Ópio, os franceses usaram o assassinato de um missionário como pretexto. Depois dela, eles tiveram liberdade de movimento por toda a China.

Pedro Ceinos Arcones. Breve História da China (p. 251). Tektime. Edição do Kindle.

[3] Reinos helênicos

Ver artigo principal: Período helenístico

Talvez o maior legado imediato de Alexandre foi a introdução de um governo macedônio para grandes faixas da Ásia. No período da sua morte, seu império se estendia da península Balcânica até ao subcontinente indiano, somando mais de 5,2 milhões de km²,[193] e era o maior império de sua época. Muitas destas áreas permaneceram sob poder ou influência macedônia ou grega pelos próximos 200–300 anos. Os estados sucessores que emergiram após a sua morte, pelo menos inicialmente, permaneceram a força dominante da região e nos 300 anos seguintes ofereceram ao mundo o chamado "período helenístico".[194]

As fronteiras orientais do império de Alexandre começaram a entrar em colapso ainda durante a sua vida.[152] Contudo, o vácuo de poder deixado no noroeste do subcontinente indiano com sua morte deu a oportunidade de ascensão de uma das mais poderosas dinastias indianas da antiguidade. O governante Chandragupta Máuria (referido em fontes gregas como Sandrócoto), de origem relativamente humilde, tomou controle da região de Panjabe, e se tornou a base de poder do subsequente Império Máuria.[195]

https://pt.wikipedia.org/wiki/Alexandre,_o_Grande

 

[4] As noções imperiais de autocracialei e cidadania global influenciaram profundamente a História da Europa. O sentimento de partilha de uma cultura e identidade comuns no Ocidente, mais do que à língua ou à literatura, deveu-se à própria natureza do Império Romano.[540] Após a queda do Império Romano do Ocidente, vários estados reivindicaram serem seus sucessores, um conceito denominado translatio imperii. O Sacro Império Romano-Germânico, uma tentativa de ressuscitar o império no Ocidente, foi fundado em 800 após a coroação pelo papa Leão III do rei dos francos Carlos Magno como imperador romano, embora o império só viesse a ser formalizado décadas mais tarde. Na parte oriental, os Bizantinos mantiveram um império que denominavam "romano" até à Queda de Constantinopla em 1453.[540][541] Quando o Império Otomano, cujo estado era baseado no modelo bizantino, conquistou Constantinopla, Maomé II, o Conquistador estabeleceu aí a sua capital e alegou ter ascendido ao trono do Império Romano.[542] Chegou também a iniciar uma invasão de Itália com o intuito de reunificar o império e convidou diversos artistas italianos para a sua capital, entre os quais Gentile Bellini.[543] Após a queda de Constantinopla, o Grão-Ducado de Moscovo, herdeiro da tradição ortodoxa bizantina, denominou a sua capital Terceira Roma.[541] O domínio romano da península Itálica influenciou também a unificação de Itália em 1861...[544]

https://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Romano

 

[5] ACIVILIZAÇÃO EUROPEIA É SINGULAR porque é a única que se impôs ao resto do mundo. Fez isso mediante conquista e colonização, pelo poder econômico, por meio da força de suas ideias e porque dispunha de coisas que todos os outros queriam. Atualmente, todos os países se valem das descobertas científicas e da tecnologia provenientes do Velho Continente, e a ciência foi uma invenção europeia. Em seu início a civilização europeia era constituída de três elementos: A cultura da Grécia e da Roma antigas. O cristianismo, uma ramificação peculiar da religião dos judeus, o judaísmo. A cultura dos guerreiros germânicos que invadiram o Império Romano. A civilização europeia era uma mistura: a importância desse fato ficará clara à medida que avançarmos.

Hirst, John. A mais breve história da Europa (p. 9). Sextante. Edição do Kindle.

[6] Para colocar os vândalos em seu próprio contexto histórico, um breve exame do movimento geral de diferentes povos em toda a Europa deve primeiro ser realizado. Os vândalos foram um dos muitos grupos – que eram principalmente germânicos em suas origens linguísticas e culturais – que migraram por toda a Europa e invadiram o Império Romano, começando nos séculos III e IV d.C. (Bury 1967, 3). Uma vez que a maioria dos povos e / ou tribos que participaram nas migrações e / ou invasões da Europa durante o início da era comum eram de origem germânica, o estudo moderno desses povos e período assumiu um caráter decididamente alemão, e termos, tais como o Völkerwanderung, ganharam ampla aceitação no léxico acadêmico moderno (Goffart 2006, 13). Infelizmente, uma vez que as várias tribos eram, em grande parte, analfabetas quando iniciaram suas caminhadas pela Europa, as fontes primárias latinas e gregas que registraram suas atividades foram muito insignificantes até cerca do século V dC (Goffart 2006, 19). Além disso, como essas fontes foram escritas por cronistas leais a Roma e a Bizâncio, eram muitas vezes tendenciosas e hostis aos vândalos, que eles viam como inimigos de seu próprio povo. Devido à escassez de fontes primárias em relação aos primeiros detalhes das migrações, os estudiosos modernos são levados a adivinhar o que, exatamente, causou o movimento em massa de povos que interromperam e finalmente desempenharam um fator importante no colapso

 

Charles River Editors. Os vândalos: a história e o legado dos bárbaros mais famosos da antiguidade (pp. 8-9). Charles River Editors. Edição do Kindle.

[7] A influência de 200 anos dos vikings sobre a história europeia é repleta de pilhagens e colonizações, e a maioria dessas crônicas provêm de testemunhas ocidentais e seus descendentes. Menos comum, embora igualmente relevante, são as crônicas vikings que originaram-se no oriente, incluindo as crônicas de Nestor, crônicas de Novogárdia, crônicas de Amade ibne Fadalane, crônicas de Amade ibne Rusta, e algumas menções por Fóciopatriarca de Constantinopla, a respeito do primeiro ataque ao Império Bizantino. Outras crônicas acerca da história viking incluem Adão de Brema, que escreveu, no quarto volume de seu Gesta Hammaburgensis Ecclesiae Pontificum, "há muito ouro aqui (na Zelândia), acumulado pela pirataria. Estes piratas, chamados de wichingi por seu próprio povo, e Ascomanni por nosso povo, pagam tributos ao rei dinamarquês. Em 991, a Batalha de Maldon, entre invasores vikings e habitantes de Maldon em Essex foi comemorada com um poema homônimo.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Vikings#Legado

[8] Os hunos foram uma antiga confederação eurasiática de nômades ou seminômades equestres, com a aristocracia de núcleo altaico. Algumas dessas tribos moveram-se para a Europa no século IV provavelmente devido a mudanças climáticas.

Hunos – Wikipédia, a enciclopédia livre

 

 

[9] invasão mongol da Europa

 por hordas comandadas por Batu Cã e Subedei atingiu PolôniaHungria e Romênia após os mongóis terem conquistado e devastado a Rússia. Alguns historiadores discutem se a campanha mongol do Leste Europeu teve alguma importância macro-histórica. A maioria dos historiadores militares acreditam que tais ataques foram essencialmente advertências, objetivando enfraquecer os poderes ocidentais de forma a não atrapalhar os interesses mongóis no oriente, principalmente na Rússia. Evidências indicam que Batu estava preocupado em assegurar as fronteiras ocidentais das conquistas russas, e só depois da destruição dos exércitos locais que passou a pensar em conquistar toda a Europa.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Invas%C3%A3o_Mongol_na_Europa

[10]  O uso de mão de obra cativa foi o alicerce de todas as antigas civilizações, incluindo a egípcia, a grega e a romana. Era um dos principais negócios dos vikings. Na Idade Média, deu sustentação ao desenvolvimento da Inglaterra, da França, da Espanha, da Rússia, da China e do Japão.

Gomes, Laurentino. Escravidão – Vol. 1 – Do primeiro leilão de cativos em Portugal até a morte de Zumbi dos Palmares (pp. 53-54). Buobooks. Edição do Kindle.

[11] invasão islâmica da Península Ibérica, também referida como invasão muçulmanaconquista árabe ou expansão muçulmana, refere-se a uma série de deslocamentos militares e populacionais ocorridos a partir de 711 até 713, quando tropas islâmicas oriundas do Norte de África, sob o comando do general berbere Tárique, cruzaram o estreito de Gibraltar e penetraram na península Ibérica. Venceram Rodrigo, o último rei dos Visigodos da Hispânia, na batalha de Guadalete,[1] terminando o Reino Visigótico.[2]

Nos anos seguintes, os muçulmanos foram alargando as suas conquistas na Península, assenhoreando-se do território designado em língua árabe como Al-Andalus,[1] que governaram por quase oitocentos anos.

A conquista Omíada da Hispânia foi a expansão inicial do Califado Omíada sobre a Hispânia, estendendo-se em grande parte de 711 a 788. A conquista resultou na destruição do Reino visigótico e no estabelecimento do Emirado independente de Córdoba Abd ar-Rahman I, que completou a unificação da Ibéria governada por muçulmanos, ou Al-Andalus (711 – 1492). A conquista marca a expansão ocidental tanto do Califado Omíada como do governo muçulmano na Europa.[3]

https://pt.wikipedia.org/wiki/Invas%C3%A3o_mu%C3%A7ulmana_da_Pen%C3%ADnsula_Ib%C3%A9rica

 

[12] A primeira participação do Exército Brasileiro em Missões de Paz, ocorreu em 1947 quando observadores militares foram enviados aos Balcãs. ... No ano de 2004 o Exército voltou a desdobrar tropas na ilha Hispaniola, no Haiti, com o expressivo efetivo de mais de 1200 homens.
Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil - Wikipédia

[13] O que reserva o futuro só os deuses conhecem, só eles são possuídores de todas as luzes. Os homens sábios, do futuro, só percebem o que é iminente. Por vezes, quando estão de todo mergulhados em seus estudos, seus sentidos se põem em vigília. Através deles, então, vem à tona o chamado secreto dos fatos que virão à luz, e eles o escutam com recolhimento... Konstantinos Kaváfis (1863-1933), Poemas

 

Maalouf, Amin. O naufrágio das civilizações (p. 6). Vestígio Editora. Edição do Kindle.


 

Quer paz, prepare-se para a guerra. (s.d.). Fonte: PENSADOR.COM: https://www.pensador.com/quer_paz_prepare_se_para_guerra/